Só pele e osso

Por Marion Minerbo

Olá, Ana Lisa, sobre o que gostaria de conversar hoje?

Olá, Marion, veja só que loucura! Hoje (25/7/2017) estava lendo na Folha Equilíbrio uma matéria que fala da polêmica em torno do filme sobre anorexia “O mínimo para viver” (To the bone). Ele apresenta cenas de meninas esqueléticas, à beira da morte, e também fala dos truques secretos que elas usam para não engordar. Tem gente que acha que isso acaba estimulando quem está nesse caminho; outros pensam que é melhor falar abertamente, pois ajuda a entender quem sofre de transtornos alimentares. Para além da polêmica, eu achei interessante o tratamento alternativo proposto: uma espécie de comunidade terapêutica. O que a psicanálise tem a dizer sobre isso?

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Netflix vicia?

Por Marion Minerbo

Olá, Ana Lisa, sobre o que gostaria de conversar hoje?

Olá, Marion, veja só que loucura! Depois que conversamos sobre as séries (“Que série você está assistindo”?), um amigo que segue nosso blog me contou que passa seus fins de semana fazendo “maratona”. Fica até 10 horas assistindo a vários episódios seguidos! Fui ver na internet e descobri que isso já tem até nome: binge watching. Como você comentou que a febre pelas séries revela uma fome de alteridade, bem como a necessidade de ‘viver’ outras vidas além da nossa, me perguntei se ele teria muuuuuita fome de alteridade. Ou se seria um fenômeno diferente. O que a psicanálise tem a dizer sobre isso? Leia mais »

Que série você está assistindo?

Por Marion Minerbo

Olá, Ana Lisa, sobre o que gostaria de conversar hoje?

Olá, Marion, veja só que loucura! Nunca tinha reparado que todos os meus amigos estão assistindo a alguma série. Elas são assunto de conversa, as pessoas trocam dicas. Algumas séries viram febre, todo mundo já assistiu. Há centenas de ofertas na Netflix e os fãs ficam esperando as novas temporadas de sua série predileta. Mais de uma amiga faz maratonas: chega a ficar 10 horas seguidas assistindo! O que a psicanálise tem a dizer sobre isso?

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Jout Jout, uma amiga íntima virtual

Por Marion Minerbo

Olá, Ana Lisa, sobre o que gostaria de conversar hoje?

Olá, Marion, veja só que loucura! Tenho uma amiga que está fascinada com a Jout Jout, uma youtuber de 26 anos. Assiste aos vídeos um monte de vezes, não desgruda. Diz que a Jout Jout – que tem milhões de seguidores! – é sua melhor amiga. O que a psicanálise tem a dizer sobre isso?

Que bom que você se interessa por esses assuntos do cotidiano que parecem banais! O olhar psicanalítico mostra que eles revelam algo de nossa cultura e, portanto, de nós, do nosso sofrimento psíquico. São pequenos sintomas do mal-estar na civilização.

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Na padaria

Por Maíra Tanis

Sábado de manhã acordo com um dia lindo de outono. Vou até a padaria que fica a uma quadra de minha casa tomar um café da manhã de fim de semana. É daqueles balcões onde os clientes ficam em pé, para tomar um café, um suco, comer um sanduíche – de pé mesmo -, as vezes o balcão fica bem cheio de gente, mas sempre dá para se apertar um pouco. Como era cedo, cheguei e fui me acomodar no lugar de sempre, mais perto dos pães. A Ivonete já veio sorrindo, com caneta na mão, pegando a comanda que deixei sobre a bancada de aço e perguntando: o de sempre? Sorri, disse que sim. Nem bom dia era preciso. Ela sabe que eu gosto de minas na chapa na canoa bem torrado, café com espuma de leite e água com gás.

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Machado de Assis e a desrazão

Por Luciana Saddi

Não faz muito tempo, num sábado à toa, meu filho me pediu “Dom Casmurro” de Machado de Assis. Disse que era leitura para a escola. Fiquei comovida em saber que ele leria os mesmos livros que um dia li. Algo de continuidade no tempo, de circularidade do tempo, promovia um encontro além dos nossos tempos. “Dom Casmurro” costurava nossas gerações, mãe e filho e Capitu e Bentinho se encontravam numa tarde qualquer de um sábado fresco. Acreditei que o livro estivesse em algum lugar da estante desarrumada, eu lera “Dom Casmurro” na mesma idade do garoto, talvez o livro ainda estivesse em casa, trinta anos depois. Lucas foi a procura do livro, se enfiou no quarto…era tudo silêncio. Será que ele tinha encontrado o antigo volume de couro verde, capa dura, que eu herdara de meus pais?

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