Fui com a cara dele

Por Maíra Tanis

Até hoje não sabia por que, mas adoro essas lojas de bugigangas, como bazares de antigamente, que vendem de tudo; precursores das lojinhas de coreanos, que também adoro. Nunca deixo de entrar em uma loja assim. Se estiver em qualquer lugar do mundo e passar na frente de uma, entro sem dúvida. E, dependendo do dia, sempre encontro coisinhas que preciso comprar urgentemente mas, até aquele momento, não sabia.

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Máquina de costura

Por Maira Tanis

Passei em frente a uma portinha colorida onde vários cartazes coloridos e bordados diziam ser ali um ateliê de costura, de bordado, de trabalhos manuais femininos. Tudo era muito feminino e eu esperava encontrar algumas senhoras fazendo tricô. Mas toquei a campainha – um sininho delicado, como tinha que ser -, e quem me abriu a porta de vidro foi uma moça, bem moça, com um sorriso lindo. Depois deste sorriso já sabia que eu iria ficar. Quem me levou para dentro deste espaço delicado foi a lembrança viva da minha avó, costureira.Leia mais »

Na padaria

Por Maíra Tanis

Sábado de manhã acordo com um dia lindo de outono. Vou até a padaria que fica a uma quadra de minha casa tomar um café da manhã de fim de semana. É daqueles balcões onde os clientes ficam em pé, para tomar um café, um suco, comer um sanduíche – de pé mesmo -, as vezes o balcão fica bem cheio de gente, mas sempre dá para se apertar um pouco. Como era cedo, cheguei e fui me acomodar no lugar de sempre, mais perto dos pães. A Ivonete já veio sorrindo, com caneta na mão, pegando a comanda que deixei sobre a bancada de aço e perguntando: o de sempre? Sorri, disse que sim. Nem bom dia era preciso. Ela sabe que eu gosto de minas na chapa na canoa bem torrado, café com espuma de leite e água com gás.

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